
Imagens cedidas pela Eidos®. Todos os direitos reservados.
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Produção: Eidos Interactive / Warner Bros. Interactive
Desenvolvimento: Rocksteady Studios
Jogadores: 1
Site:www.batmanarkhamasylum.com
O que um game com heróis precisa para ser bacana? Ao contrário do que um amigo meu prega, não basta uma representação visual fiel do personagem. Há muito mais a ser trabalhado, principalmente no que diz respeito ao universo, o feeling, as qualidades, defeitos e o comportamento do herói.
E o novo Batman: Arkham Asylum faz justamente isso – como não houve pressa para lançá-lo concomitante a qualquer filme, os desenvolvedores tiveram tempo e paz de espírito para lapidar cada conceito, ilustrando um Batman que não apenas é rico, equipado com gadgets fantásticos e um bom lutador, mas é um verdadeiro detetive, fato que quase sempre é ignorado nos games do morcegão. E tudo reflete essa qualidade: o uniforme é novo, o Batmóvel lembra o clássico que vimos nos filmes de Tim Burton (onde Batman era protagonizado por Michael Keaton), sua voz é fria e sua atitude é de um perfeito estrategista.
É um festival de referências para qualquer fã de quadrinhos e filmes, pois a sensação é realmente jogar uma história: apesar de linear, seguindo certos caminhos cujo resultado é possível prever, o que ocorre entre as paredes do Asilo Arkham é um festival de surpresas. Isso, é claro, graças à inteligência artificial apurada: oponentes perseguem Batman, se assustam (e às vezes se desesperam), fazem investidas em grupos, fazem buscas pelos cenários, chamam por outros vilões.
É possível até mesmo ouvir suas conversas, como “O Batman está por aí, o que vamos fazer agora?”. É sensacional. E nos quesitos técnicos, um exagero de qualidade – além do visual deslumbrante, com detalhes em todos os cantos, o acabamento sonoro é de deixar qualquer cinéfilo de queixo caído.
Galeria de imagem | O som surround envolve o ambiente, retratando cada movimento e cada mínimo ruído do cenário. As dublagens também são características: o Coringa, por exemplo, foi interpretado por ninguém menos que Mark Hamill, conhecido também como Luke Skywalker, responsável pelo papel do vilão na animação da TV. E a sua performance é merecedora de um prêmio. Sarcástico, louco e desafiador, Coringa tem os traços, trejeitos e trajes consagrados através dos anos, refletindo justamente o bandido que nossa memória gravou ao passar dos anos.
E comandar o cavaleiro negro é muito divertido. Fazia tempo que eu não me empolgava tanto com um jogo de ação. Os comandos são de fácil feitio, mas há opções, combos, armas e gadgets para reafirmar o poderio de Batman diante dos oponentes. E explorar os cenários também é uma tarefa recompensadora: pensando como um detetive, você encontrará passagens, objetos para coletar e poderá imaginar inúmeras maneiras de resolver um dado desafio.
Este, sem dúvida, é o melhor game com Batman desde o clássico Batman Returns, da Konami, para Super Nintendo. Mal posso esperar para garantir o meu – e que seja a edição especial, para honrar tamanha qualidade.
Nota: 9.5
Plataformas: _PS3_ | _PC_ | _Xbox 360_















