Por Diego Borges

Análise do jogo que chega voando baixo

 

Se a principal meta da EA era apagar a má impressão do último título da franquia (NFS Pro Street), a missão foi praticamente cumprida. Muitos acharam que após o lançamento de Midnight Clube Los Angeles, Need For Speed Undercover precisaria queimar muita borracha para superar, mas EA mostrou que para voltar à hegemonia, basta apostar em tudo que sempre agradou os fãs e fez sucesso: jogabildade única e muita diversão.

O que realmente contribuiu para que NFS voltasse a ser referencia no gênero, foi a volta dos circuitos de rua, que além de imensos, estão muito bem desenhados. Os modos de jogo continuam variados, com corridas em circuitos marcados em determinados trechos no mapa, até verdadeiros “rachas” onde você cruza avenidas em extrema velocidade e deve abrir uma determinada distância de seu adversário. Isso sem contar com os serviços que você deve realizar para prosseguir no jogo, que consistem em vencer algum tipo de prova, destruir outros inimigos e até mesmo roubar determinados veículos.

A personalização continua bem variada. Você pode inclusive escolher o tamanho e posição dos adesivos dos carros, além de colocá-los onde achar melhor, possibilitando assim verdadeiras alegorias carnavalescas em seus possantes. E por falar em veículos, marcas importantes como Audi, Mercedes, Nissan, Ford e até mesmo Mclaren, disponibilizam veículos para serem adquiridos durante o jogo, basta ter muita grana para comprar essas máquinas, que não custam barato.

O enredo faz com que você se sinta o protagonista de um verdadeiro filme, até mesmo pela presença de alguns atores conhecidos, como a atriz Maggie Q que contracenou com Bruce Willis em Duro de Matar 4.0 e com Tom Cruise em Missão Impossível 3.

 



Outro destaque fica por conta dos adversários, que apesar de no começo não dificultarem em nada sua vida, conforme seu desenvolvimento, eles passam a atormentar com fechadas e até mesmo jogando você contra o muro ou fora da pista. Isso sem falar nos motoristas de fim de semana, que insistem em desviar dos carros indo à sua direção, fazendo com que a opção time, no qual o jogo fica em um determinado tempo na câmera lenta, seja mais que necessária.

Mas é bom você andar na linha, pois os homens da lei estão de volta em Undercover. Como em NFS Most Wanted, você pode desfrutar de diversas missões ilegais, como destruir um determinado numero de carros da polícia, causar uma determinada quantia em prejuízos aos cofres públicos entre outras aventuras irregulares. Mas cuidado, pois além de evoluírem suas maquinas no decorrer do jogo, a polícia não sairá da sua cola. Os helicópteros também aparecem para perturbar, por isso seja rápido e procure locais que eles não te vejam, como debaixo de viadutos ou dentro de estacionamentos.

Mas como todo bom jogo, NFS Undercover tem as suas “saídas de pista”. Uma delas é a queda de frames durante as corridas, quando não existe muito movimento ao seu redor, o jogo roda em uma boa velocidade, mas basta iniciar uma corrida para que seja visível essa queda de quadro. No modo multiplayer essa queda fica ainda mais visível, mas nada que a diversão não cubra. Embora nessa versão muitas missões acabam tornando-se inovadoras, como por exemplo, destruir o carro de alguns inimigos no melhor estilo GTA. Com o tempo elas tornam-se bastante repetitivas, o que para muitos pode acabar deixando o jogo um pouco enjoativo.

Mesmo com esses deslizes, NFS Undercover continua absoluto e tem tudo para ser o jogo de corrida do ano, e torcemos para que a Electronic Arts entenda que gostamos de NFS do jeito que ele é e sempre foi por isso nada de mudanças bruscas nas próximas versões.

Plataforma: _Wii_ | _XBox 360_

 

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