Esq. p/ dir. Marcos Khalil, UZ Games, Cláudio Macedo, NC Games, Deputado Luiz Busato e Moacyr Alves

Esq. p/ dir. Marcos Khalil, UZ Games, Cláudio Macedo, NC Games, Deputado Luiz Busato e Moacyr Alves

Você já deve ter parado para pensar que os preços para os videogames não são assim, digamos, justos. Isso porque, um jogo que custa US$ 50 nos Estados Unidos, quando chega ao Brasil tem o seu valor triplicado e passa a custar R$ 200, por conta da alta taxa tributária.

Engajado nesta causa, o colecionador de games Moacyr Alves juntou forças com o Deputado Federal Luiz Carlos Busato e juntos estão arregaçando as mangas para que o valor dos jogos eletrônicos fiquem mais acessíveis. Para isso, está ativo o Projeto Jogo Justo, que reúne várias pessoas do ramo de games, com o objetivo de tornar a indústria mais atrativa para os investidores e principalmente para os consumidores no país.

Para apresentar mais a fundo a proposta do projeto, Moacyr Alves, responsável pela iniciativa, o Deputado Luiz Carlos Busato, em companhia de Marcos Khalil, sócio diretor da rede de lojas UZ Games, e Cláudio Costa de Macedo, sócio da NC Games, reuniram jornalistas e interessados na tarde desta quarta-feira (14), na Escola de Desenvolvimento de games Saga, para uma coletiva de imprensa com o objetivo de debater a redução dos encargos no país.

A intenção principal do projeto é que os jogos, que hoje recebem 80% de taxa tributária em cima do produto, passem a receber 15%. E, em consequência, os jogos que custam R$ 250, caiam para o valor de R$ 90. “Isso fará com que aconteça um aquecimento interno no mercado, e um desestímulo em relação à pirataria nacional, explica Moacyr.

Um dos grandes problemas é que no Brasil os jogos eletrônicos são taxados como artigos de luxo. Ou seja, um game para o governo brasileiro é considerado algo como um carro importado, e não como um bem cultural. “A maior parte da população é excluída de comprar um jogo no país. Mesmo que fabricantes dêem descontos no produto, ainda assim o valor é inviável para uma população, cujo salário mínimo não passa de R$ 500”, enfatiza o Deputado Luiz Carlos Busato.

O projeto visa reduzir o preços dos videogames, consoles e periféricos em geral. O primeiro passo é convencer o secretário da Receita Federal sobre a necessidade da causa. Caso não dê resultados o projeto dependerá de um movimento popular para haver uma pressão para a Câmara votar mais rápido. O tempo estimado para respostas do governo é de no mínimo um ano.

“Queremos que aconteça no Brasil como no México, para deixarmos de ser um mercado inexistente para nos tornamos um mercado em ascensão. E não há dúvidas que temos muito potencial para isso”, finaliza Moacyr.

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