
The Last Story
Perdido no meio da avalanche de games incríveis desta semana está The Last Story, um RPG que, infelizmente, está passando em branco, ainda mais considerando que ele foi projetado e dirigido pelo cara que criou Final Fantasy.
Você pode se sentir tentado a ignorar o jogo. É um RPG para o Wii, que provavelmente já está abandonado por aí já faz algum tempo. Talvez ele esteja dentro do armário, juntando poeira na companhia dos seus bonequinhos das Tartarugas Ninja. Talvez você ainda não tenha nem terminado Xenoblade (porque ele é longo pra burro). Talvez você esteja jogando Darksiders II ou Papo & Yo, ou esperando o novo Mario. Talvez você quisesse simplesmente ignorar The Last Story.
Mas não faça isso. The Last Story é um dos melhores RPGs que você pode ter em um console hoje em dia – e um dos melhores que eu jogo nos últimos anos.
Talvez seja pelo esforço. Hironobu Sakaguchi, o bigodudo ex-Square Enix e responsável por esculpir a infância de qualquer um que cresceu com jogos como Final Fantasy e Chrono Trigger, passou quase um ano e meio criando o sistema de batalha de The Last Story. Ele e sua equipe analisaram os jogos japoneses. Eles analisaram jogos ocidentais. Eles fizeram protótipos. Eles mexeram. E Sakaguchi, dirigindo seu primeiro jogo desde Final Fantasy V, há quase duas décadas, não deixou o laboratório até que tivesse forjado um conjunto de sistemas que o deixasse orgulhoso.

O produto disso é um tipo híbrido de game design japonês com ocidental, um sistema de combate que mistura tiro em primeira pessoa, furtividade, estratégia e ação hack-and-slash. Em teoria, soa idiota. Na prática, é sublime.
O que torna The Last Story especial é que ele leva você para um campo de batalha e diz: “Pronto, você está em um campo de batalha!”. As lutas são caóticas, quase como em uma versão medieval de um shooter como Gears of War ou Call of Duty (tirando as armas e o papo de mano). Você controla Zael, um herói genuíno e membro de um simpático grupo de mercenários que lutam juntos em grupos de quatro ou cinco. Eles não são a turma típica de RPG. Enquanto você anda por calabouços e cavernas, eles vão se posicionando como um grupo experiente, escondendo-se atrás de pilastras e flanqueando portas durante as suas incursões em fortalezas inimigas e florestas místicas.
No combate eles tomam as próprias decisões, e deixam você sozinho no controle de Zael. Não há do que reclamar. Zael é uma máquina de dilacerar monstros equipada com uma espada para cortar, uma besta para atirar, e golpes especiais, como um ataque surpresa ultrapoderoso, e a habilidade de chamar a atenção dos inimigos para si, o que também serve para reviver aliados. Você pode dar ordens para os outros membros do seu grupo – especialmente importante se você quiser que eles conjurem alguma magia – mas você vai ficar principalmente preso à sua própria ação.
(Nota importante: Se você jogar The Last Story, vá até as opções e mude o “Attack Type” de Automático para Manual. Isso muda o seu modus operandi de “corra na direção do inimigo e veja seu personagem sacudir a espada automaticamente” para “corra na direção do inimigo e sacuda a espada do personagem você mesmo”. Em outras palavras, ele transforma o jogo em um jogo de verdade. Eu não imagino como é possível gostar do combate sem essa mudança).
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